Cuidados

O que você precisa saber sobre resgate de animais?

Você já se deparou com algum animal na rua e ficou sem saber o que fazer para ajudá-lo? Infelizmente essa é uma cena cada vez mais comum nas grandes cidades. Por isso, é muito importante esclarecer todos os pontos sobre o resgate de animais, a fim de garantir que você consiga fazer o melhor pelos animais que estão nessa situação.

Quando encontramos um cachorro que está devidamente identificado com uma tag contendo as informações sobre como contatar sua família, fica muito mais fácil saber o que fazer e tomar as devidas providências. Mas e quando se trata de um animal abandonado?

Resgatar animais é um ato de amor e cuidado com os seres indefesos, no momento em que eles mais precisam da nossa ajuda.

Pensando nisso, preparamos um artigo com tudo que você precisa saber sobre o assunto e como agir quando se deparar com esse cenário. Confira!

Qual a atual situação de animais abandonados no Brasil?

O Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos do mundo, segundo os levantamentos do IBGE. São 52,2 milhões de cachorros e 22,1 milhões de gatos que têm um lar.

Entretanto, os dados sobre os animais que ocupam as ruas é que são alarmantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são cerca de 30 milhões vivendo nessa condição (20 milhões de cães e 10 milhões de gatos).

Para você ter uma ideia do quão chocante isso é, a Oceania somava cerca de 36 milhões de pessoas, em 2010, o que faz do número de animais abandonados no Brasil quase o mesmo da população daquele continente.

Como os dados da OMS são de 2014, é muito provável que esses números estejam ainda maiores.

Estima-se que 70% dos cães e gatos brasileiros sejam semi-domiciliados. Isto é, que recebem cuidados de uma pessoa ou de uma comunidade, mas vivem nas ruas. Outros 10% estão completamente abandonados.

As ruas repletas de animais e os abrigos superlotados — que não conseguem dar conta de todos eles — são uma triste realidade em nosso país. Com o descaso do governo, que não percebe a gravidade da situação e não tem atuação relevante nesse problema, o tema acaba se tornando uma preocupação da sociedade em geral.

É mais do que claro que devemos cobrar de nossos representantes atitudes firmes e eficazes nessa questão, mas, se cada um de nós fizer um pouco, somamos forças e as condições dos peludos e dos abrigos pode ser muito melhor.

Afinal, como fazer o resgate de animais de rua?

Para quem ama cães e gatos, vê-los nessas situações precárias de sobrevivência é muito doloroso.

Muitas vezes, pensamos que nada podemos fazer, questionamos que diferença fará ajudar um ou poucos animais ou, ainda, não sabemos como nos aproximar e o que fazer logo após o contato. Mas sabia que você também pode resgatar um animal?

A primeira coisa que você deve ter em mente é que todos os casos, independentemente das circunstâncias, são de urgência.

Isso porque, nas ruas, eles estão indiscutivelmente mais vulneráveis e sujeitos a riscos de atropelamento, maus tratos e outros. Dessa forma, é importante fazer alguma coisa assim que você tiver oportunidade, afinal, “deixar para depois” pode ser tarde demais.

Para ajudar você nessa missão, separamos algumas dicas sobre o que fazer nesses casos. Veja a seguir.

Ganhe a confiança do animal

Você pode até imaginar, mas não sabe pelo que o cachorro já passou. Além de assustado, ele pode estar doente, machucado ou ter sido maltratado, o que costuma deixar o animal mais arisco. Então, é preciso ter cuidado e muita paciência para conseguir se aproximar.

Considerando que ele provavelmente está faminto, a melhor forma de conseguir isso é oferecer comida, ração, petiscos ou qualquer coisa bem cheirosa e apetitosa.

Deposite a refeição longe de você e deixe que ele se aproxime no seu tempo (sem pressa, é preciso ter paciência!), conforme se sentir mais confortável. Abaixar-se ou sentar ajuda muito também, pois são posições menos ameaçadoras.

Conforme o animal for demonstrando mais confiança e se aproximando, tente fazer carinho no peitoral dele aos poucos, mas atenção: deixe que ele cheire sua mão ou braço antes, isso é muito importante!

Outra dica fundamental é não começar com carinho direto na cabeça, pois ele pode se sentir intimidado e, instintivamente, vai querer morder você.

Procure a ajuda de ONGs

Existem várias ONGs que trabalham realizando resgate de animais, cuidando, vacinando, castrando e deixando-os prontos para receber o amor de uma família.

Essas instituições costumam sobreviver com as doações que recebem. Afinal, todos esses cuidados com os animais demandam um valor, seja com idas ao veterinário, ração ou qualquer outro cuidado necessário.

Porém, devido à imensa procura, nem sempre as ONGs conseguem ajudar, mas é importante, pelo menos, tirar algumas dúvidas com eles. Além disso, você pode perguntar como ajudá-los, seja com contribuições materiais, doações ou serviço voluntário.

Leve ao veterinário e busque um lar temporário

Quando conseguir se aproximar o suficiente, tente colocar a guia nele, mas se ele resistir, não insista, ou todo trabalho de aproximação será em vão! Se ele estiver machucado, pegue-o com um pano ou cobertor para evitar que se machuque ainda mais.

É importante levá-lo ao veterinário o mais rápido possível para saber sobre o estado de saúde do animal, identificar a idade, além de vacinar e cuidar de pulgas e carrapatos. Esses são os cuidados básicos para garantir o bem-estar dele.

Além disso, é preciso fazer a castração. Afinal, os animais seguem seus instintos e continuarão a procriar, independentemente da condição em que se encontram. O controle de natalidade deve ser feito por nós.

Se você não tiver condições de ficar com ele até encontrar uma nova família, procure um lar temporário, ou seja, alguém que possa cuidar do dog até que ele seja adotado definitivamente por alguém.

Encontre uma família para o animal

Existem muitas pessoas querendo um pet e muitos animais precisando de ajuda. Porém, há ainda um enorme tabu em relação à adoção no Brasil. Criou-se um mito de que todos eles podem transmitir doenças e, também, um preconceito em adotar animais já adultos.

É claro que muitos deles podem estar doentes e é justamente por isso que é crucial levá-los ao veterinário, mas, depois disso, basta o acompanhamento regular, como qualquer outro pet.

Em relação à idade do animal, todos eles são igualmente amorosos, filhotes ou adultos. Adotar animais adultos traz a vantagem de a nova família não precisar lidar com questões típicas dos filhotes, como móveis e sapatos roídos ou necessidades fora do local. Mesmo que tenham vindo das ruas, os adultos normalmente aprendem rápido como se comportar.

Então, depois de ter certeza que o animal está saudável e pronto para ser amado por uma família, é hora de começar as buscas por alguém que proporcione um lar cheio de amor, brincadeiras e alegria para ele.

Você pode criar anúncios na internet, pedir a ajuda de conhecidos, ir a feiras de adoção ou procurar a ajuda de ONGs para divulgação.

É importante que você seja muito sincero sobre o temperamento do cão e suas peculiaridades. Ou seja, se ele não se dá muito bem com outros animais, por exemplo, deixe essa informação bem clara, para que não haja a possibilidade de ele ser abandonado novamente por não se adaptar ao novo lar.

Seguindo essas dicas, com certeza você vai proporcionar uma vida cheia de rabos abanando e muita alegria para eles, reforçando ainda mais a importância do resgate de animais.

Apadrinhe um animal abandonado

Se você não pode adotar, nem oferecer um lar temporário, existe o sistema de apadrinhamento de animais abandonados. Você vai até o abrigo e escolhe um dos peludos para arcar com os custos e despesas mensais dele.

Com a sua ajuda, a ração, os medicamentos, vermífugos, água, antipulgas etc são garantidos ao seu afilhado de quatro patas. É bacana também visitá-lo de vez em quando, pois eles são muito carentes e precisam de atenção e contato físico.

Caso você não tenha condições de ajudar regularmente, toda doação de ração é bem-vinda.

E, mesmo que você não possa contribuir com doações, é possível ajudar sendo voluntário nas ONGs e abrigos, organizando eventos solidários para arrecadar fundos, feiras de adoção, mutirão de limpeza e manutenção do abrigo, banho e tosa nos cães etc.

Além de tudo isso, ainda ajuda muito quem conversa com a população, conscientizando sobre abandono, castração e maus tratos ou, ainda, simplesmente frequenta os abrigos para brincar e dar amor e carinho para eles.

Disponibilize água e comida

Se, mesmo fazendo tudo isso, você ainda encontra animais vivendo nas suas redondezas, disponibilize água e ração para eles. Alguns cuidados especiais podem ser tomados dependendo da época do ano. Por exemplo, no inverno, ofereça comidas mais calóricas, cobertores ou, quem sabe, vista os cães com roupas quentes.

É muito comum o abandono de animais durante o verão. As famílias saem de férias e aproveitam a viagem para abandonar os animais que já não desejam mais em suas vidas.

Nessa época de muito calor, garanta que os potes estejam sempre cheios de água. Você pode salvar muitos animais de maus bocados!

Divulgue nas redes sociais e entre os amigos

A divulgação sobre o resgate de animais também é muito importante. Normalmente, as ONGs e abrigos já difundem bastante os seus trabalhos, mas, como dissemos anteriormente, toda ajuda é bem-vinda, visto que eles têm inúmeras demandas.

Existe a urgência, também, no dever de conscientizar as pessoas sobre a situação de abandono e maus tratos de animais (que são crimes previstos em lei), além de conversar sobre a castração, que é uma solução para reduzir o número de cães e gatos nas ruas.

Por isso, procure nas redes sociais os perfis de abrigos da sua cidade e os ajude compartilhando os posts, as mensagens, os anúncios de adoção, eventos solidários e notícias sobre resgates de animais. Quanto maior for o alcance das mensagens deles, melhor para os peludos!

Temos orgulho de ajudar de alguma forma as instituições que precisam muito de nosso apoio. Acompanhe nossas campanhas pelas nossas redes sociais e participe!

Posts Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *